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O ESCARAVELHO SAGRADO

O VELHO ESCARAVELHO MORRE, mas do ovo que fecundou sai outro escaravelho, como a alma se escapa da múmia e sobe para o céu. Assim, o inseto era, para os egípcios, o símbolo da vida que se renova eternamente a partir de si mesma.

O RADICAL EGÍPCIO KHEPER significa várias coisas, dependendo do contexto, principalmente o verbo criar ou transformar, e é também a palavra para escaravelho. É ainda interessante salientar que a palavra egípcia que significa aquele que vem a ser é homófona de escaravelho e este tornou-se símbolo do deus ao vir a ser, do Sol nascente, da recapitulação diária da criação.

AQUELE QUE EM VIDA trouxesse consigo uma imagem do escaravelho garantia, de certa forma, a persistência no ser e aquele que levasse essa imagem para a tumba tinha certeza de renascer para a vida. O escaravelho era, assim, o amuleto preferido de vivos e mortos. Os guerreiros, por exemplo, traziam um brilhante escaravelho gravado no selo de seus anéis.

Quem sou eu

Minha foto
Uma taurina tão persistente que chega às raias da teimosia.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Contagem Regressiva para o CONSEGI 2010

Pessoal, 18, 19 e 20 de agosto teremos o maior evento em TIC que Brasília hospeda. O CONSEGI - CONGRESSO INTERNACIONAL DE SOFTWARE LIVRE E GOVERNO ELETRÔNICO terá como tema Cloud Computing. Você não pode perder o estado da arte em tecnologia da informação e comunicação. Viste o site e confira. As vagas (4mil) estão se esgotando.
Até lá!!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Aos Meus Amigos

Canção Da América
(Milton Nascimento
Composição: Fernando Brant e Milton Nascimento)
Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

CONSEGI 2010

É pauleira, mas é gratificante. Participar da organização de um evento internacional, que conta com mais de 6 mil visitantes. Se você é da área de informática, apareça. Também se não for do ramo de tecnologia, teremos várias atrações com foco em cidadania e cultura. Visite o site e faça sua inscrição.
Se continuar nesse rítmo, só após o Consegi, que acontecerá nos dias 18. 19 e 20 de agosto, é que comparecerei efetivamente no blog mas, não sem antes, dar uma descançada em Montreal. Esses são os planos... quem sabe...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Saudades do Acre

Acabei de ler o post da Cora Rónai "http://cora.blogspot.com/2010/05/chegaram-varios-feijoes-do-acre.html", dizendo ter recebido feijões do Acre. Lendo o registro, vendo os feijões me bateu uma saudade e desandei a fazer um texto longo, como comentário no blog dela... "Já estou com saudades!! Estivemos no final de abril em Assis Brasil, Acre. Pensa você em uma varanda, Pausada Ecológica, olhando para a direita, Peru, para a esquerda, Bolívia. Sim, estava justamente naquele "biquinho" do mapa do Brasil. Fomos inaugurar dois telecentros, numa atividade de inclusão digital/social que a empresa em que trabalho realiza. Na cidade, Assis Brasil, inauguramos o telecentro, com 10 micros. Antes da "solenidade" de inauguração, já tínhamos vários usuários da comunidade, como crianças/alunos, irmãs de caridade, e policiais. Esse policial estava já há quatro meses sem receber o valor da bolsa de qualificação do Programa PRONASCI, do Ministério da Justiça, por não conseguir acessar os módulos educacionais. Pronto, lá estava ele se inscrevendo nos módulos e confiante na retomada do recebimento dos valores da capacitação.
O segundo telecentro foi a 35km adentro da floresta amazônica, na Reserva dos Seringueiros de Icuriã. Chegamos ao mesmo tempo com a luz (Programa LUZ PARA TODOS/MME), com a internet (SIPAM, sinal do satélite de segurança da amazônia/PR) e com os 10 computadores. Imaginem o frisson que causamos principalmente nas crianças (há uma escola com 150 crianças dos seringueiros). Também havia uma empresa francesa que iria comprar toda a produção de borracha a um valor de R,00, quando eles vendem hoje por até R,00. Nossa empresa consolida todos os programas do governo federal, voltados para os municípios, e realiza ação conjunto, beneficiando a comunidade local com o que há de disponível centralizadamente. A aventura foi "entrar" na floresta, após meses de invermo (o seringueiro compra tudo o que pode, até o feijão que a Cora recebeu, e não sai de lá, até a chuva passar). Bom, chegamos exatamente após esse período chuvoso. Eu que sou extremamente urbana, ver aquele lamaçal todo, as picapes rodopiando e lutando contra a lama, foi uma experiência e tanto. Hoje estou pronta para qualquer raly que vier. Tb. fiquei sabendo que naquele estado não tem pedra, brita, cascalho - imagine então como era a lama...
Desculpe-me o texto longo. Ao ver os feijões e a referência ao Acre, não pude deixar de me empolgar com a aventura que passamos, o orgulho de fazer diferença. Aquela borracha que os Franceses tanto cobiçam, nada mais é que um resultado de 15 anos de pesquisa do Prof. Pastore, da Universidade de Brasília - ele identificou que na fumaça resultante do fogo que os seringueiros provocavam, para coagular o latex, é que existia um componente responsável pela tal coagulação - conclusão - ele isolou esse componente e o serigueiro praticamente eliminou todas as etapas de industrialização, inclusive a fase da usina, vez que ele mesmo pode tratar e beneficiar a borracha e vender diretamente ao cliente... Esse Brasil é tão grande, são tantas novidades, inovação e ações cidadãs, que nem a velocidade da internet consegue acompanhar e divulgar de modo acertado..."
Lá, no Blog da Cora, não conclui dizendo das belezas do Estado e da simpatia daquele povo simples, verdadeiro e caloroso. Também não disse da tristeza de ver longos trechos da floresta desmatados para a ocupação do gado de corte.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

5ponto0 na Escala da Vida

No último dia 04 completei a marca de cinco.ponto.zero na escala da vida. Dias antes, brinquei sobre isso, comparando com a Escala Richter - se fosse um terremoto, daria um bom estrago! Bom, se foi uma premonição, não sei mas estou ficando preocupada. Logo no dia 04, recebi uma notícia me avisando que seria avó. Até aí, tudo bem, adoro criança. Logo eu, que queria ter uns 10 e parei no terceiro, ter mais um como neto, não seria nada mal. O que começou a complicar foi o aniversário da amiga, que completa no dia 14, sexta-feira. Confirmei e-mail/convite, registrei algo bem legal no Orkut, etc, etc. No sábado, comprei um presente legal, cuidei de todos os afazeres (deixamos tudo para o sábado: feira, cabeleireiro, exames, consultas, etc) e nesse sábado, especialmente, acumulei tudo o que podia. Chego em casa às 19h, abro novamente o convite, copio o endereço - já fui na casa dela várias vezes mas, por via das dúvidas, melhor anotar. Vai que dá um branco - é o bloco E ou F mesmo? Fico sem paciência comigo mesma e a noite acaba. Bom, copio o endereço, me arrumo, pego a sacolinha do presente, me despeço da filha e mãe e vou para a festa. Veja o mico. Chego na portaria do prédio, digo ao porteiro o n. do apto. ele interfona, interfona e nada... diante da cara que faço, ele fica sem jeito. Diz que vai abrir a portaria para eu subir e bater na porta, para ver se a dona acorda... diante disso, e só diante disso, veja que algo está errado. Digo a ele que não abra a portaria, pois havia esquecido um documento no carro e mais tarde voltaria. Corro pro carro, vou prá casa e acesso novamente o tal e-mail/convite, só que desta vez, e somente desta vez, não procuro o campo do endereço, vou direto ao campo da DATA e veja petrificada, que o aniversário ocorreu na sexta-feira e não no sábado !!
Que situação horrível, não me perdoei até hoje por esse mico! Isso será uma constante e efeito do 5ponto0?

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Strani Amori



Strani amori / Estranho Amor

Mi dispiace devo andare via / Me desculpe devo ir embora
Ma sapevo che era una bugia / Mas sabia que era uma mentira
Quanto tempo perso dietro a lui / Quanto tempo perdido atrás dele
Che promette e poi non cambia mai / Que promete depois nunca cumpre
Strani amori mettono nei guai / amores que nos metem em problemas
Ma, in realtà, siamo noi / Mas na realidade, somos nós.

E lo aspetti ad un telefono / E na espera de um telefonema
Litigando che sia libero / Brigando para que esteja livre
con il cuore nel lo stomaco / Com o coração no estômago
Un gomitolo nell’angolo / E um nó na garganta
Lì da sola, dentro un brivido / Ali sozinho, dentro um arrepio
Ma perché lui non c’è / porque ele não está

E sono strani amori che / E são... Estranhos amores que
Fanno crescere e sorridere / Fazem crescer e sorrir
Fra le lacrime / Entre as lágrimas
Quante pagine lì da scrivere / paginas ali para escrever
Sogni e lividi da dividere / Sonhos e marcas para dividir.
Sono amori che spesso a questa età / São amores freqüentes a esta idade
Si confondono dentro a quest'anima / Se confundem dentro desta alma
Che si interroga senza decidere / Que se interroga sem decidir
Se è un amore che fa per noi / Se é um amor que se faz por nós

E quante notti perse a piangere / E quantas noites perdidas a chorar
Rileggendo quelle lettere / Relendo aquelas cartas
Che non riesci più a buttare via / Que não consegue mais jogar fora
Dal labirinto della nostalgia / Do labirinto da saudade
Grandi amori che finiscono / Grandes amores que terminam
Ma perché restano nel cuore / Mas que ficam, no coração

Strani amori che vanno e vengono / Estranhos amores que vão e voltam
Nei pensieri che lì nascondono / Nos pensamentos que os escondem
Storie vere che ci appartengono / Histórias verdadeiras que nos pertencem
Ma si lasciano come noi / Mas se deixam como nós

Strani amori fragili / Estranhos amores frágeis
Prigionieri, liberi / prisioneiros livres
Strani amori mettono nei guai / estranhos amores que nos metem em problemas
Ma, in realtà, siamo noi / mas na realidade, somos nós

Strani amori fragili / Estranhos amores frágeis
Prigionieri, liberi / Prisioneiros livres
Strani amori che non sanno vivere / Estranhos amores que não são sadios de viver
E si perdono dentro noi / E se perdem dentro de nós

Mi dispiace devo andare via / Me desculpe devo ir embora
Questa volta l’ho promesso a me / Desta vez prometo a mim
Perché ho voglia di un amore vero / Porque quero um amor de verdade
Senza te / Sem você.